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Revista Paraense de Medicina

versão impressa ISSN 0101-5907

Rev. Para. Med. v.21 n.2 Belém jun. 2007

 

ATUALIZAÇÃO/REVISÃO

 

Doença arterial obstrutiva periférica - novas perspectivas de fatores de risco1

 

Peripheral vascular disease: new perspectives of risk factors

 

 

Silvestre Savino NetoI; José Luis Martins do NascimentoII

IProfessor Adjunto Mestre da Faculdade de Medicina /ICS/ Disciplina MGA II / Cirurgia Vascular da Universidade Federal do Pará
IIProfessor Adjunto Doutor. Diretor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará. Chefe do Laboratório de Neuroquímica do CCB da UFPA

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: a Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) apresenta uma prevalência de 10 a 25% na população acima de 55 anos, com risco aumentado de morte por doença cardiovascular. Este estudo objetiva fazer uma atualização dos principais fatores de risco da doença, dos marcadores inflamatórios, bem como dos estados de hipercoagulabilidade, com a finalidade de demonstrar a importância do seu diagnóstico precoce para o seu tratamento e prognóstico das doenças vasculares de outros territórios.
MÉTODO: revisão bibliográfica na base de dados internacionais Medline, LILACS, selecionando os estudos epidemiológicos de ciência básica e estudos com evidência clínica.
CONCLUSÃO: a doença arterial periférica é uma doença arteriosclerótica sistêmica, com elevada morbidade e mortalidade, mas ainda pouco diagnosticada e tratada. A idade avançada, o tabagismo e o diabetes são os seus principais fatores de risco. O grande avanço da biologia celular e molecular na determinação de índices de inflamação e dos estados de hipercoagulabilidade na DAOP, poderá nos fornecer respostas para o seu desenvolvimento, manuseio e novas estratégias de prevenção.

Descritores: doença vascular periférica, epidemiologia, arteriosclerose.


SUMMARY

OBEJECTIVE: The Peripheral Vascular Disease (PVD) presents 10 to 25% prevalence in the over 55-year-old population, with increased death risk due to cardiovascular disease. This study aims at updating the main risk factors of the disease, the inflammatory indicators and the states of hypercoagulability, with the purpose of demonstrating the importance of the precocious diagnostic for its treatment as well as for the prognostic of vascular diseases in other territories.
METHOD: Going through bibliographic review on the topic, consulting the international database Medline, LILACS, selecting the epidemiologic studies, basic science and clinical evidence studies.
COCLUSION: the peripheral vascular disease is an atherosclerotic systemic disease, associated to high morbidity and mortality however, still scarcely diagnosed and treated. The advanced age, smoking and diabetes are its main risk factors. The great advance in the cellular and molecular biology fields in determining inflammatory index and states of hypercoaguability in PVD shall provide us with answers towards its development, management and new preventive strategies.

Key words: peripheral vascular disease, epidemiology, atherosclerosis.


 

 

INTRODUÇÃO

A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) tem por definição o acometimento da aorta e de seus ramos. Apresenta uma prevalência de 10 a 25% na população acima de 55 anos, sendo que aumenta com a idade e cerca de 70 a 80% dos pacientes acometidos com a doença são assintomáticos. Apenas a minoria requer tratamento cirúrgico ou amputações1 .

Pacientes com DAOP têm risco aumentado de morte por doença cardiovascular, como acometimento coronariano e cerebrovascular, em 10 anos este risco aumenta quatro vezes quando comparado com pacientes sem DAOP 1 .

O índice de pressão tornozelobraço (ITB) é um método simples, não invasivo para o diagnóstico da patologia, sendo considerado doentes os pacientes que apresentam valores menores que 0.9. O índice tornozelo-braço menor que 0.9 é um preditor de risco para morbidade e mortalidade coronariana e vascular cerebral, pois metade dos pacientes com DAOP tem sintomas destas doenças.

 

OBJETIVO

Estudo de atualização dos principais fatores de risco da doença, dos marcadores inflamatórios, bem como, dos estados de hipercoagulabilidade descritos na Doença Arterial Obstrutiva Periférica, com a finalidade de demonstrar a importância do diagnóstico precoce para o seu tratamento e prognóstico das doenças vasculares de outros territórios.

 

MÉTODO

Revisão bibliográfica na base de dados internacionais Medline/LILACS, selecionando estudos epidemiológicos de ciência básica, com evidência clínica sobre os principais fatores de risco para doença vascular periférica.

 

REVISÃO DA LITERATURA

Os fatores de risco para a doença são divididos em dois grupos :

1- Fatores de risco conhecidos

2- Fatores de risco emergentes

 

1-Fatores de risco conhecidos

Os fatores de risco tradicionais para a DAOP como idade avançada, tabagismo, diabetes, dislipidemia e hipertensão arterial são semelhantes ao da doença arteriosclerótica de outros territórios, como coração e cérebro, descritos em diversos estudos como o Framingham Heart Study, Risk and Treatment New Resources for Survival (PARTNERS), National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) e Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC). 2, 3, 4, 5

1.1-Idade avançada : a prevalência da DAOP aumenta com a idade. No estudo de Framingham e no NHANES verificou-se uma grande associação com idade a partir dos 70 anos, sendo que nesse último a prevalência foi de 4,3% em pacientes com 40 anos e de 14,5% com 70 anos ou mais. 2, 4 No estudo PARTNERS , os grupos de pacientes entre 50 e 69 anos e de 70 anos ou mais, associados ao tabagismo e ao diabetes, a prevalência foi de 29%.3

1.2- Tabagismo : o tabagismo é o mais importante fator de risco para a DAOP, bem como para o aparecimento de suas manifestações como a claudicação intermitente e isquemia crítica. Aumenta cerca de quatro vezes o risco para a doença e acelera em torno de uma década o aparecimento da claudicação intermitente. Quando comparamos a evolução de pacientes com DAOP não fumantes com os fumantes, observamos neste grupo uma menor taxa de sobrevida por eventos cardiovasculares e piora da isquemia dos membros, com taxas de amputações duas vezes maiores. A associação da DAOP com o tabagismo é duas vezes maior, quando comparada com a doença coronariana, não se sabendo claramente os motivos. 6

1.3-Diabetes Melito : o diabetes aumenta o risco da DAOP de 1,5 a 4 vezes, estando associada a eventos cardiovasculares e aumento da mortalidade7, 8. No estudo de Framingham que se baseou em respostas de questionários respondidos pelos pacientes, encontrou-se uma associação de 20% de DAOP e diabetes6. Quando o diagnóstico foi feito através do Índice Tornozelo-Braço (ITB) como no estudo NHANES constatou-se uma incidência de 26%4. Recentemente, no estudo ARIC foi encontrado nos pacientes diabéticos em terapia com insulina elevada associação com DAOP5. Em pacientes americanos diabéticos, de origem africana e hispânicos, foi encontrada uma elevada incidência de DAOP quando comparados a brancos e não hispânicos,7,9,10.

Pacientes com DAOP diabéticos têm risco elevado de complicações como úlceras isquêmicas, gangrenas, sendo a causa mais comum de amputação nos Estados Unidos. O diabetes pode contribuir para o desenvolvimento da DAOP por vários razões, como na sua associação com tabagismo, hipertensão arterial, dislipidemia que podem favorecer os mecanismos da inflamação vascular, disfunção da célula endotelial e das células musculares lisas, aumento da agregação plaquetária e do fibrinogênio, favorecendo o processo arteriosclerótico. 10,11

1.4-Hiperlipidemia : o nível de colesterol total elevado aumenta o risco de claudicação intermitente em até duas vezes de acordo com o estudo de Framingham 7. No estudo de NHANES e PARTNERS, foram observados taxas de hipercolesterolomia em pacientes com DAOP de 60% e 77% respectivamente4,3. Os níveis elevados de colesterol, lipoproteínas de baixa densidade e triglicerídeos são fatores de risco independentes para a doença, sendo que as proteínas de alta densidade são fatores de proteção.

1.5- Hipertenção Arterial : pacientes com ITB menor que 0,9, cerca de 52% tem hipertensão arterial12. O risco de Claudicação Intermitente nesses pacientes é aumentada em 2,5 a 4 vezes, tanto em homens como em mulheres7. No estudo Systolic Hypertension in the Elderly (SHEP), 25 % dos pacientes tiveram o ITB menor que 0,913. Todos esses trabalhos mostram a alta prevalência da hipertensão com a DAOP, sendo a DAOP um fator de risco para a doença isquêmica do coração14.

 

2- Fatores de risco emergentes

2.1- Raça e etnia : alguns estudos tem mostrado maior prevalência de DAOP em pacientes negros e hispânicos12,4. Entre esses estudos o NHANES mostrou que negros sem descendência hispânica tiveram uma taxa de DAOP três vezes maior que brancos sem descendência hispânica4.Em outro estudo Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis a DAOP teve elevada prevalência em homens e mulheres negras8. Em contraste, outros estudos não observaram significância entre as taxas de DAOP entre hispânicos e outras populações brancas15.

2.2- Genéticos : a predisposição genética para a DAOP baseia-se na observação de que pacientes sem fatores de risco desenvolvem a doença prematuramente. Entretanto, até o momento, não se detectou a presença de um gene responsável pela mesma, mas estudos como o Genetic Determinants of Peripheral Arterial Disease apontam a presença de um fator genético entre as causas do seu desenvolvimento16.

2.3- Insuficiência Renal Crônica (IRC): Até pouco tempo, pequeno número de estudos epidemiológicos relacionavam a insuficiência renal crônica com um fator de risco para a DAOP. O estudo NHANES mostrou que 24% de uma população com idade de 40 anos ou mais, portadores de IRC apresentaram a doença (ITB < 0,9), contra 3,7% de pacientes com clearence de creatinina > 60 ml/min4. A prevalência de ITB alterada (< 0,9) é elevada, cerca de 30 a 38% em pacientes com doença renal avançada em tratamento dialítico17 . A associação entre insuficiência renal crônica e DAOP independe da presença do diabetes, hipertensão arterial, idade, etnia e o seu mecanismo não é conhecido, podendo estar relacionado com os mecanismo de inflamação vascular e os níveis elevados de homocisteína presentes nesses doentes14.

2.4- Inflamação : a presença de marcadores inflamatórios como a proteína C reativa, fibrinogênio, interleucina-6 e leucócitos têm sido observados em doença arteriosclerótica de outros territórios, mas a sua associação com a DAOP não está bem definida, tendo poucos trabalhos que mostram essa relação.12,4,17

O Edinburg Artery Study mostrou que o aumento dos níveis plasmáticos de fibrinogênio estão associados com a presença de DAOP, quando comparados a grupos controle, independentes do tabagismo, estando relacionados com a gravidade da doença periférica acompanhada por arteriografia e ITB.18,19

Recentemente, o Inter Society Consensus for the Manegement of Peripheral Arterial Disease (Tasc II ), sugere que pacientes com proteína C reativa elevada tem risco aumentado de desenvolver a DAOP. 20

2.5- Estados de Hipercoagulabilidade : também chamado de trombofilias, representam um fator de risco para a DAOP. Pacientes jovens, sem fatores de risco, pacientes com história familiar de arteriosclerose precoce, oclusão de revascularizações arteriais sem motivos técnicos devem ser considerados. Diversos estudos sugerem associação da DAOP e níveis alterados de fatores hemostáticos como lipoproteína A, homocisteína, anticorpo antifosfolipides e dímero D.21,22,23,24 Os níveis elevados de dímero D parecem estar relacionados com a piora da claudicação intermitente, enquanto que o aumento da homocisteína e da lipoproteína A parece ser importante em DAOP difusas sem fatores de risco tradicionais para a doença 22.

O aumento dos níveis séricos do dímero D é proporcional à gravidade da DAOP25,26 e pacientes tratados da isquemia crítica, os níveis séricos do dímero D não baixam e nos doentes tratados com revascularizações infrainguinais com prótese sintética apresentam níveis elevados do dímero D, quando comparados a enxertos com veia autógena .27

Os níveis elevados de homocisteína é relacionado como um fator de risco para a DAOP, bem como para a sua progressão e falência de intervenções vasculares.28,29 A sua prevalência é elevada em pacientes com DAOP, representando cerca de 30% em pacientes jovens, sendo sugerido que possa ser um fator de risco independente para arteriosclerose, maior para a DAOP do que para a coronariana. 20

Entretanto, outros estudos não mostraram aumento do risco de DAOP com hiperhomocisteinemia. 29

 

CONCLUSÃO

A doença arterial periférica é uma doença arteriosclerótica sistêmica, associada com elevada morbidade e mortalidade, mas, ainda pouco diagnosticada e tratada. A idade avançada, o tabagismo e o diabetes são os seus principais fatores de risco. O conhecimento dos fatores de risco da doença é essencial para o seu diagnóstico precoce e adequado tratamento. O grande avanço da biologia celular e molecular na determinação dos vários índices inflamatórios e dos estados de hipercoagulabilidade na DAOP, poderá nos fornecer respostas para o seu desenvolvimento, manuseio e novas estratégias de prevenção.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Silvestre Savino Neto
Trav. 09 de janeiro 1167,
São Braz - Belém-PA
CEP – 66060-370
Telefone – (91) 3246-2000 / 81116194
E-mail :ss.n@globo.com

Recebido em 08.01.2007
Aprovado em 13.03.2007

 

 

1Laboratório de Neuroquímica do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará